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Relator da ONU pelo Direito à Educação fala sobre a discriminação nas escolas nos países da América

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Encontro com Vernor Muñoz na quinta-feira, dia 6, faz parte das atividades da Campanha Latinoamericana Pelo Direito à Educação. - Ação Educativa

 

“Vão me bater, vou morrer, não vou”. Foi deste jeito que o filho de uma imigrante boliviana moradora de São Paulo contou para a mãe porque não queria mais ir à escola. Sim, existe discriminação nas escolas brasileiras. No ano passado, baseada em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, pesquisa da FIPE revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito etnorracial, socioeconômico, com relação a pessoas com deficiência, gênero, geração, orientação sexual ou territorial. Ou seja, em maior e menor grau, há dificuldade em se conviver com a diferença.
 
Na quinta-feira, dia 6 de maio, às 10h30, Vernor Muñoz, Relator Especial das Nações Unidas sobre o Direito à Educação, falará no Memorial da América Latina, em São Paulo, sobre formas de discriminação na educação no Brasil e em outros países da América Latina e Caribe. Participam como debatedoras Mariângela Graciano, que tratará do direito à educação nas prisões; Analu Silva Souza, que contribuirá com a questão da discriminação da população afro-descendente;  e Cláudia Werneck, que levará o caso das pessoas com deficiência.
 
Para além da intolerância à diferença entre os alunos, existem muitos casos de discriminação no próprio acesso à educação. Na América Latina e Caribe, por exemplo, apenas de 20 a 30% das crianças com deficiência freqüentam a escola segundo dados do Banco Mundial. Na Colômbia, de cada 100 jovens afro-descendentes que terminam o ensino médio, apenas dois têm acesso a estudos superiores. 21% das pessoas adultas indígenas são analfabetas no Peru, contra apenas 4% dos falantes de espanhol. No Haiti, metade da população é analfabeta, a maior parte esta na zona rural.
 
Um exemplo emblemático de discriminação por parte do Estado foi o da adolescente chilena Mônica Carabantes que engravidou e, por causa disso, foi expulsa da escola pública em que estudava. O caso chegou à Comissão Interamericana de Direito Humanos.
 
Segundo o Relator da ONU, a discriminação na educação é um dos mais graves obstáculos que impedem a realização plena do direito à educação. Na quinta-feira, Muñoz fará um mapeamento do tema e indicará formas de diagnóstico e combate deste problema. O evento faz parte da programação da 6a Assembléia da Campanha Latinoamericana pelo Direito à Educação e conta com a parceria estratégica da Campanha Brasileira pelo Direito à Educação.

 
SERVIÇO

*Debate: “Conversa com o Relator”
Debate aberto ao público com Vernor Muñoz, Relator Especial das Nações Unidas sobre o Direito à Educação, sobre a discriminação na educação
 
Quinta-feira, dia 6 de maio de 2010, das 10h às 12h            
No Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Tel: (11) 3823-4600
Entrada GRATUITA
 
Realização: CLADE
Parceria estratégica: Campanha Brasileira pelo Direito à Educação
Apoio: Fundação Memorial da América Latina
 
Para mais informações, acesse o blog da Assembleia:
http://clade2010.wordpress.com

 

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