Brasil ganha edição comemorativa de "Cem Anos de Solidão"
EFE
A versão em português da edição comemorativa dos 40 anos de "Cem Anos de Solidão", do escritor colombiano Gabriel García Márquez, começa a ser vendida nesta semana nas livrarias brasileiras, mais de dois anos depois de seu lançamento em espanhol.
O romance teve seu texto revisado pelo próprio García Marquez, vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1982, e foi editada no Brasil pela editora Record.
A obra foi traduzida para o português pelo escritor brasileiro Eric Nepomuceno, tradutor das obras dos principais autores ibero-americanos e amigo de García Márquez.
"Como a obra foi revisada pelo autor, fizemos uma tradução completamente nova", disse Nepomuceno à Agência Efe.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela Record, a versão brasileira da edição comemorativa de 40 anos de "Cem anos de solidão" tem prensagem inicial de 15 mil exemplares e inclui um prólogo escrito por Nepomuceno, o discurso que García Márquez fez quando recebeu o Nobel de Literatura e a árvore genealógica da família Buendía.
Na nota, a Record diz que Nepomuceno faz em seu prólogo "um passeio pela carreira literária de García Márquez desde seu começo" e relata a história da amizade entre os dois.
Foram retirados da edição em português os comentários escritos para o livro comemorativo em espanhol pelos escritores Álvaro Mutis (Colômbia), Mario Vargas Llosa (Peru), Carlos Fuentes (México) e Víctor García de la Concha (Espanha), além do falecido escritor franco-espanhol Claudio Guillén.
Nepomuceno explicou que não há previsão de nenhum ato especial de lançamento do livro em português devido à ausência do autor, mas disse que vai relatar sua experiência como tradutor da obra em conferências marcadas para as próximas semanas.
A nova edição em português de "Cem Anos de Solidão" terá 448 páginas e será vendida por R$ 49,90.
A edição em espanhol foi considerada um sucesso de vendas e vendeu 25 mil exemplares na Espanha em apenas um dia.
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Gabriel García Márquez (Aracataca, Magdalena, 6 de março de 1927[1]) é um escritor, jornalista, editor e ativista político colombiano.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1982, por sua obra, que entre outros livros inclui o aclamado Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana.Viajou muito pela Europa e vive actualmente em Cuba a lutar contra o câncer. É pai do realizador Rodrigo García.
Em 1 de abril de 2009 declarou que se aposentou e não pretende escrever mais livros.
Sobre "GABO":
Gabriel García Márquez, também conhecido por Gabo, é filho de Eligio García e de Luiza Santiaga Márquez Iguaran, que tiveram onze filhos. Os dois possuíam uma pequena farmácia homeopática. Seu avô materno Nicolás Márquez, que era um veterano da Guerra dos Mil Dias, cujas histórias encantavam o menino, e sua avó materna Tranquilina Iguarán, exerceram forte influência nas histórias do autor. Um exemplo são os personagens de Cem Anos de Solidão.
Tinha oito anos (1936) quando esse avô morreu. A família deixou então Aracataca, devido à crise da plantação bananeira, e Gabriel estudou em Barranquilla e no Liceu Nacional de Zipaquirá. Passou a juventude ouvindo contos das Mil e Uma Noites; sua adolescência foi marcada por livros, em especial A Metamorfose, de Franz Kafka. Ao ler a primeira frase do livro, Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso, pensou então eu posso fazer isso com as personagens? Criar situações impossíveis?. Em 1947 muda-se para Bogotá para estudar direito e ciências políticas na universidade nacional da Colômbia, mas abandonou antes da graduação. Em 1948 vai para Cartagena das Índias, Colômbia, e começa seu trabalho como jornalista.
Jornalismo
Seu primeiro trabalho como jornalista foi para o jornal El Universal. Em 1949 vai para Barranquilha e trabalha como repórter para o jornal El Heraldo. Neste mesmo período participa de um grupo de escritores para estimular a literatura. Em 1954 passa a trabalhar no El Espectador como repórter e crítico.
Em 1958 trabalha como correspondente internacional na Europa, retorna a Barranquilha e casa-se com Mercedes Barcha com quem tem dois filhos, Rodrigo e Gonzalo. Em 1961 vai para Nova Iorque para trabalhar como correspondente internacional, mas suas críticas a exilados cubanos e suas ligações com Fidel Castro o fizeram ser perseguido pela CIA e com isso muda-se para o México. Em 1994 funda juntamente com seu irmão, Jaime Abello, a Fundação Neo Jornalismo Iberoamericano.
Literatura
Teve como seu primeiro trabalho o romance "La Hojarasca" publicado em 1955. Em 1961 publica "Ninguém escreve ao coronel". A obra Relato de um náufrago, muitas vezes apontada como seu primeiro romance, conta a história verídica do naufrágio de Luis Alejandro Velasco e foi publicado primeiramente no "El Espectador", somente sendo publicada em formato de livro anos depois, sem que o autor soubesse . O escritor colombiano possui obras de ficção e não ficção, tais como Crônica de uma morte anunciada e El amor en los tiempos del cólera. Em 1967 publica Cem Anos de Solidão, livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração. Este livro foi considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado "Realismo Fantástico". Suas novelas e histórias curtas - fusões entre a realidade e a fantasia - o levaram ao Nobel de Literatura em 1982. Em 2002 publicou sua autobiografia Viver para contar, logo após ter sido diagnosticado um câncer linfático
Cinema
Tem interesse por cinema e trabalha principalmente como diretor. Em 1950 estudou no Centro experimental de cinema em Roma. Participou diretamente de alguns filmes tais como Juego peligroso, Presságio, Erendira, entre outros. Em 1986 funda Escola Internacional de Cinema e Televisão em Cuba, para apoiar a carreira de jovens da América Latina, Caribe, Ásia e África. Em 1990 conhece Woody Allen e Akira Kurosawa, diretores pelos quais tem admiração.
Obras
- Ninguém escreve ao coronel (1961)
- Cem anos de solidão (1967)
- Como contar um conto (1947-1972)
- O Amor nos tempos do cólera (1985)
- Do amor e outros demônios (1994)
- Obra periodística 1: Textos Andinos
- Obra periodística 3: Da Europa e América
- Obra Jornalística 5: Crónicas, 1961-1984
Prêmios e Condecorações
- Prémio de Novela ESSO por "má hora:o veneno da madrugada" (1961)
- Nobel de Literatura (1982)
- Membro honorário do Instituto Caro y Cuervo em Bogotá (1993)
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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