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Amazônia Jazz Band atrai ouvintes do interior durante Festival Internacional

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Seis concertos foram realizados nesta segunda-feira(7) durante a programação do XXIII Festival Internacional de Música do Pará(FIMP), promovido pela Fundação Carlos Gomes.
Na Sala Ettore Bósio, o Quarteto Pará Trombone e a pianista Eudóxia de Barros foram as atrações dos concertos de 12h e 16h30, respectivamente.

Na Cidade Velha, no interior da Igreja de São João, o público foi contemplado com a apresetação do Quinteto Amazonix, grupo de sopro, fruto da união de cinco instrumentistas, alunos do curso de Bacharelado da Uepa/FCG.

E na Igreja de Santo Alexandre, o Coro Carlos Gomes, que dispensa comentários, apresentou a Missa Amazônica em homenagem à Virgem de Nazaré, de autoria de Amilcar Gomes com participação especial do cantor Nilson Chaves, da soprano Adriane Queiroz e Orquestra de Câmera. Já o Museu do Estado, no Salão Transversal, foi a vez de Danny Lúcio Trio.

A Amazônia Jazz Band complementou a apresentação noturna do Festival Internacional de Música do Pará, no Hangar - Centro de Convenções, sob a Ricardo Aquino, que agradeceu a presença de todos e a oportunidade da Amazônia Jazz Band se apresentar. "Nós vamos tocar alguns clássicos do repertório de big bands e para contemplar o tema do Sagrado na Música, tocaremos um tema de Waldemar Henrique chamado ‘Perdão Abaluaeiê!'", explicou o maestro.

O músico Anderson Barros, 31, da banda municipal de São João de Pirabas, rodou 250 quilômetros em um microônibus junto com mais 17 músicos para ver as atrações do festival, principalmente a Amazônia Jazz Band. Chegaram por volta das 15h em Belém e foram para as apresentações no Instituto Carlos Gomes.

"Nosso regente sempre fala muito da Amazônia Jazz Band e queria muito que nós víssemos e ouvíssemos a banda tocando ao vivo", disse o tecladista, que ao final da apresentação não se decepcionou: "Valeu, demais!".

O superintendente da Fundação Carlos Gomes, Daniel Araújo, explicou que o espaço do Hangar não é comum ao festival, mas que foi uma boa saída encontrada na falta do espaço do Theatro da Paz, que está em reformas.

Ele também disse que o festival foi pela segunda vez aberto à participação dos grupos paraenses por meio de edital, o que democratizou o acesso e incentivou os músicos a escreverem seus próprios projetos. "Hoje o músico não é mais apenas um artista que depende do mecenato. É fundamental que eles desenvolvam essas habilidades", disse ele.

Araújo também exaltou a qualidade das apresentações e as possibilidades de intercâmbio com músicos de outros países. "É surpreendente para músicos de fora ver que existe aqui uma banda da qualidade da Amazônia Jazz Band", completou.

O festival prossegue até domingo (13), quando acontece o concerto de encerramento na Estação das Docas, com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz. O evento conta com patrocínio da Petrobrás, Ministério da Cultura e Banpará.

Elielton Amador (Secom) e Rosa Borges (Fundação Carlos Gomes)

 

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