AIDS - Até quando?!
Em 24 de novembro de 1991, Fred Mercury, vocalista da Banda QUEEN, faleceu um dia após anunciar que estava com AIDS.
Em 24 de novembro de 1991, Fred Mercury, vocalista da Banda QUEEN, faleceu um dia após anunciar que estava com AIDS.
No Brasil, é extensa a lista de vidas, públicas e anônimas, estirpadas pela AIDS. Das personalidades públicas lembro-me do Henfil (Henrique de Souza Filho, em 1988, aos 43 anos), do ator Lauro Corona (1982)... Continuo com Cazuza (1990), Renato Russo (1996) e termino, com o Betinho (1997).
É terrível como, apesar de toda a informação, as pessoas continuam a brincar com suas vidas.
A AIDS é como uma filá de dominós que deve acabar... Para isso, é preciso que o indivíduo social - ser humano - tornse-se mais racional e responsável.
Vou repetir aqui, duas pequenas atitudes que nos livra da lista mórbida da AIDS: Utilizar preservativos nas relações sexuais e não compartilhar agulhas e seringas!
Entendo que, muitas vezes, deixamos de utilizar a camisinha quando nos sentimos seguros com o nosso parceiro. Eu mesma já o fiz. O problema é que fazemos parte de uma espécie muito instável. Me pegunto se eu deveria ter confiado minha vida a outra pessoa. A resposta, é um frio na barriga. A resposta, é a dúvida!
Espero que, talvez como um milagre, nossa espécie comece a fazer aos outros o que deseja a si próprio, integralmente. Assim, todos pensarão duas vezes antes de ser egoístas, infiéis, mentirosos, soberbos e maus...
A AIDS é a doença do desamor e da emoção desmedida. Ela está entre nós, quem sabe, para que possamos olhar para os lados antes de atravessar a avenida movimentada.-----------------------------------------------
Sobre A AIDS
A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA, normalmente em Portugal, ou AIDS, mais comum no Brasil) é o conjunto de sintomas e infecções em seres humanos resultantes do dano específico do sistema imunológico ocasionado pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH, ou HIV segundo a terminologia anglo-saxónica). O alvo principal são os linfócitos T CD4+, fundamentais para a coordenação das defesas do organismo. Assim que o número destes linfócitos diminui abaixo de certo nível (o centro de controle de doenças dos Estados Unidos da América define este nível como 200 por ml), o colapso do sistema imune é possível, abrindo caminho a doenças oportunistas e tumores que podem matar o doente. Existem tratamentos para a SIDA/AIDS e o HIV que diminuem a progressão viral, mas não há nenhuma cura conhecida.
"A AIDS tece seus primeiros casos nos EUA, Haiti e África Central, descobertos e definidos como aids, em 1982, quando se classificou a nova síndrome.”
Conforme o relatório anual do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids, existem no mundo aproximadamente 33 milhões de pessoas vivendo com HIV/aids. Esse número inclui os 2,5 milhões estimados de pessoas que adquiriram o HIV durante 2004.
O número de pessoas que vivem com o HIV diminuiu globalmente em comparação com os dos anos anteriores. A diferença nos números se deve ao aperfeiçoamento da metodologia e às ações efetivas de enfrentamento da epidemia que vêm sendo desenvolvidas em diversos países.
A África Subsaariana é a área mais afetada, com aproximadamente dois terços do total mundial (22,5 milhões de pessoas com o HIV); desse número três quartos são do sexo feminino. A região também concentra 76% das mortes pela doença.
Na América Latina, o relatório afirma que a epidemia permanece estável. Em 2007, o número estimado de novas infecções na região foi de 100 mil; e o de mortes, de 58 mil. Atualmente, estima-se que 1,6 milhão de pessoas vivam com aids na América Latina.
O documento também indica aumento de 150% no número de pessoas infectadas na Europa Oriental e Ásia Central: passou de 630 mil, em 2001, para 1,6 milhão, em 2007. Noventa por cento das pessoas com HIV no Leste Europeu vivem na Ucrânia e na Rússia.Para uma abordagem minuciosa em relação aos números da aids no mundo, por gentileza consultar o relatório UNAIDS 2007 Report on the global AIDS epidemic, publicação da Unaids.
BRASIL
No Brasil, já foram identificados cerca de 433 mil casos de aids. Este número refere-se à identificação do primeiro caso de aids, em 1980, até junho de 2006. A taxa de incidência foi crescente até metade da década de 90, alcançando, em 1998, cerca de 19 casos de aids por 100 mil habitantes. Do total de casos de aids, cerca de 80% concentram-se nas Regiões Sudeste e Sul. O Sudeste é a região mais atingida desde o início da epidemia e, apesar da alta taxa de incidência, mantém-se num processo de estabilização. Na região Sul observa-se aumento das taxas de incidência de casos até 2003, porém com uma provável desaceleração de crescimento nos anos mais recentes.Os novos números da aids no Brasil apontam para uma queda acentuada nos casos de transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho, durante a gestação, o parto ou a amamentação. A redução foi de 51,5%, entre 1996 (1.091 casos) e 2005 (530 casos). Em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos nessa categoria.Entre os anos de 1996 a 2005, observa-se tendência de crescimento da epidemia nas pessoas com 50 anos ou mais. Na faixa etária de 50-59 anos, a taxa de incidência entre os homens passou de 18,2 para 29,8; entre as mulheres, cresceu de 6,0 para 17,3. No mesmo período, há aumento da taxa de incidência entre indivíduos com mais de 60 anos. Nos homens, o índice passou de 5,9 para 8,8. Nas mulheres, cresceu de 1,7 para 4,6.Em 2004, pesquisa de abrangência nacional estimou que no Brasil cerca de 593 mil pessoas, entre 15 a 49 anos de idade, vivem com HIV e aids (0,61%). Deste número, cerca de 208 mil são mulheres (0,42%) e 385 mil são homens (0,80%).A mesma pesquisa mostra que quase 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citou a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% citou o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção. O conhecimento é maior entre as pessoas de 25 a 39 anos, entre os mais escolarizados e entre as pessoas residentes nas regiões Sul e Sudeste. Os indicadores relacionados ao uso de preservativos mostram que aproximadamente 38% da população sexualmente ativa usou preservativo na última relação sexual, independentemente da parceria. Este número chega a 57% quando se consideram apenas os jovens de 15 a 24 anos. O uso de preservativos na última relação sexual com parceiro eventual foi de 67%. A proporção comparável em 1998 foi de 63,7%. O país acumulou cerca de 183 mil óbitos por aids até dezembro de 2005. Até 1995, a curva de mortalidade acompanhava a de incidência de aids, quando atingiu a taxa de 9,7 óbitos por 100 mil habitantes. Após a introdução da política de acesso universal ao tratamento anti-retroviral, observou-se queda na mortalidade. A partir de 2000, evidencia-se estabilização em cerca de 6,3 óbitos por 100 mil, embora essa tendência seja bem mais evidente na Região Sudeste e entre os homens. Além disso, entre 1993 e 2003, observou-se um aumento de cerca de cinco anos na idade mediana dos óbitos por aids, em ambos os sexos, refletindo um aumento na sobrevida dos pacientes.Fote: Ministério da Saúde
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