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Observatório do Semiárido quer que desertificação seja debatida a cada dois anos

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A mesa de debates Observatório do Semiárido, realizada nesta terça-feira (17) durante a 2ª Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid 2010), vai encaminhar proposta de criação da Conferência do Semiárido para ser incluída no documento final da do encontro. A proposta terá, entre políticas e subsídios ao combate à desertificação, a intenção de criar um espaço de debates sobre o assunto a cada dois anos.

A principal ideia da Conferência do Semiárido é reunir governos, especialistas e sociedade na discussão por soluções técnicas e políticas para combate à desertificação e crescimento sustentável do semiárido.



Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, o grande desafio é acabar com a "distância de desenvolvimento" entre as regiões ricas do Brasil e o Nordeste, principalmente no semiárido. "A sociedade civil precisa ter papel forte na realização da conferência para que aconteçam debates independente de mudança de governo”, ressaltou. Na opinião do secretário, a desertificação deve ser enfrentada como problema nacional e não regional.


O evento internacional começou na segunda-feira (16) e segue até sexta (20), em Fortaleza (CE). O encontro busca identificar ações e oportunidades para as pessoas que vivem em regiões semiáridas do planeta.



Incentivo ao Semiárido brasileiro



O Ministério da Ciência e Tecnologia, juntamente com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa) lançaram edital para investimento de R$ 12 milhões em pesquisas para desenvolvimento do Semiárido Brasileiro. A informação foi divulgada pelo diretor do Insa, Roberto Germano.


Dividido em quatro linhas de pesquisa, o edital vai apoiar projetos que proponham desenvolver novas tecnologias para a recuperação de áreas degradadas do Semiárido Brasileiro (Linha 1); que desenvolvam processos e produtos a partir do uso sustentável do seus recursos naturais (Linha 2); para difusão de tecnologias para convivência com a seca (Linha 3) e projetos para produção e publicação de materiais didáticos e paradidáticos e capacitação de recursos humanos, em educação contextualizada, para atuarem em atividades de ensino e extensão na região (Linha 4).

 

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