Estudo: Refugiados do clima deixam seus países - COP 15 Copenhagen
Afeganistão, Bangladesh, Oeste Africano, vários paísesdo Sudeste Asiático e da América Central, podem se tornar futuros focos de migração internacional.
O número de pessoas afetadas por catástrofes naturais, mais do que duplicou nos últimos anos. No entanto, os temores de que milhões de pessoas pobres migram para os países ricos, como resultado das alterações climáticas, tem sido muito exagerada, segundo um novo estudo da Organização Internacional para as Migrações.
O estudo, que foi lançado no segundo dia da conferência sobre mudança climática em Copenhague, estima que entre 25 milhões e um bilhão de pessoas poderiam ser expulsos de suas casas durante as próximas quatro décadas, mas só alguns desses "refugiados do clima" seria capaz de deixar os seus países, devido à falta de meios e capacidade de viajar para lugares mais ricos, diz relatório da Reuters.
"Em geral, os países esperam para gerir a migração do ambiente interno, com excepção dos pequenos Estados insulares que, em alguns casos já as ilhas desaparecem sob a água, forçando a migração internacional", afirma o relatório.
Futuros países com potencial para a migração internacional, também são identificados. Estes países têm altas taxas de emigração, enfrentam desafios sócio-econômicos e as experiências climáticas são significativas com impacto sobre questões, como segurança alimentar. Eles incluem: Afeganistão, Bangladesh, a maioria da América Central, Oeste Africano e vários países do Sudeste Asiático, entre outros.
O estudo ressalta, que a persistente falta de dados sobre as migrações, as alterações climáticas e degradação ambiental, é grande obstáculo em obter uma imagem mais clara sobre o assunto e no planejamento futuro.
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