Ibama fiscaliza desova de tartaruga e multa pescadores em R$ 90 mil no Pará
ASCOM
O Ibama iniciou dia 05 a Operação Tabuleiro do Embaubal para proteger o período de desova das tartarugas (Podocnemis expansa), que acontece de agosto a janeiro, nos bancos de areia ribeirinhos localizados entre os municípios de Vitória do Xingu e Senador José Porfírio, no oeste do Pará. No primeiro dia de fiscalização, os agentes federais apreenderam 28 telas (linhas com anzóis modificados para fisgar o quelônio), sete tapuãs (espécie de zagaia que flecha o casco e captura a tartaruga por uma corda), uma rede de pesca com medida inferior a permitida e 18 tartarugas ainda vivas. Os seis pescadores que estavam com os animais, que foram devolvidos ao rio, foram multados em R$ 90 mil.
A operação conta com apoio da lancha veloz Macuco I, que vai monitorar os cerca de 315 Km2 de bancos de areia onde as tartarugas desovam, conhecidos por tabuleiros do Embaubal. O instituto quer impedir a predação das tartarugas motivada pelo consumo ilegal da carne e ovos do animal. “Há denúncias de aumento do tráfico para o mercado de Manaus, com balsas boiadeiras saindo do Pará carregadas com até 400 tartarugas de uma única vez”, diz o chefe do Escritório Regional do Ibama em Altamira, Lisarbson Messias.
Além de reativar a base existente no tabuleiro e intensificar a fiscalização no rio Xingu, o Ibama ainda vai montar barreiras fluviais e terrestres nas rotas de tráfico dos animais. “Quem for flagrado transportando tartaruga, terá o veículo ou embarcação apreendidos, além de ser multado em R$5 mil por animal ou ovo”, avisa Messias.
Segundo o chefe do Ibama em Altamira, existe entre as pessoas que praticam esse ilícito a idéia equivocada de que a captura para se alimentar é permitida, o que não é verdade. “A única ressalva da lei é em caso de necessidade, ou seja, se a pessoa não tiver nenhuma outra alternativa de alimentação. Sendo assim, é inadmissível aceitar que ribeirinhos que possuam equipamentos de pesca e canoas para capturar tartaruga, não possam utilizar esses mesmos utensílios para se alimentar de pescados que são fartos no rio Xingu”, explica ele.
Nelson Feitosa - Ascom Ibama/PA
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