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Tráfico tenta enviar quatro serpentes amazônicas pelo correio no Pará

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image Foto: Nelson Feitosa

ASCOM

 

Traficantes da fauna silvestre tentaram nesta quinta-feira (12/08) enviar pelo correio três jibóias-arco-íris (Epiucrates ceuchria) e uma periquitambóia (Coralus caninus) de Belém, no Pará, para uma chácara em São Paulo. As serpentes amazônicas foram despachadas escondidas numa caixa de Sedex, cada uma dentro de um saco de pano, mas foram reveladas pelo sistema de Raio-X da agência dos Correios Telégrafo Sem-fio, no centro da capital. Os bombeiros foram chamados pelos funcionários para recolher o pacote, que foi entregue ao Ibama.

“A forma como os animais eram transportados é típica do tráfico. Já apreendemos cobras dentro de sacos e meias presos à cintura de passageiros até no embarque do aeroporto Val-de-Cães”, diz o chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará, Leandro Aranha. Segundo ele, tanto a jibóia-arco-íris, que está ameaçada de extinção, como a periquitambóia, são muito procuradas para serem criadas como animais de estimação por serem dóceis e coloridas.

No início da tarde, agentes da Divisão de Fiscalização do órgão ambiental vistoriaram o local indicado pelo remetente das serpentes, mas o endereço era falso. A Superintendência do Ibama em São Paulo vai inspecionar a chácara para onde elas seriam despachadas em buscas de evidências de cativeiro de animais silvestres.

Se identificados, os autores do crime ambiental serão multados em R$ 15,5 mil e responderão a processos civis e penais. As serpentes serão devolvidas à natureza ou destinadas a criatórios conservacionistas, após exame dos veterinários do Ibama.

A legislação ambiental hoje não permite a criação de cobras como animal de estimação, a não ser que possuam identificação por microchip, e tenham origem comprovadamente legal. Ou seja, tenham sido adquiridas dos criadouros autorizados pelo Ibama antes da proibição da legislação, e nunca capturadas na natureza.

Nelson Feitosa
Ascom/Ibama/PA

Fotos: Nelson Feitosa

 

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