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Ibama doa 625 'bois piratas' para o programa Fome Zero

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image Animais apreendidos estavam sendo criados ilegalmente dentro da Floresta nacional de Jamanxim, que fica na beira da rodovia BR-163 ( Cuiabá-Santarém). Foto: Ibama/Divulgação

Animais eram criados dentro de reserva no Pará. Madeira e ovelhas apreendidas também foram doadas. - Do Glono Amazônia

 

O programa Fome Zero, do Governo Federal, recebeu nesta terça-feira (20) 726 animais apreendidos pelo Ibama na Amazônia. São 625 bois e 101 ovelhas que estavam sendo criados ilegalmente dentro da Floresta Nacional do Jamaxim, em Novo Progresso (PA) e foram apreendidos na operação Boi Pirata II.

Segundo nota divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pelo programa assistencial, poderá destinar os animais a leilões. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) será responsável pelo transporte e venda dos animais.

Além dos bois e ovelhas, o Ibama também doou ao MDS 4,5 mil metros cúbicos de madeira – o equivalente a 150 caminhões carregados –, que poderão ser usadas no programa "Minha Casa Minha Vida".

De acordo com o MMA, serão beneficiadas pelas doações pessoas que vivem em as áreas próximas às ações de fiscalização realizadas pelo Ibama. 

Bois na floresta

Essa já é a segunda vez em que o MMA confisca definitivamente animais criados dentro de parques e reservas na Amazônia. Em agosto de 2008, 3 mil bois foram leiloados porque estavam dentro de uma ecológica na Terra do Meio, no Pará. Segundo o ministério, a apreensão definitiva só é possível se o proprietário for reincidente na criação ilegal de animais.

A Floresta Nacional do Jamanxim tem 13 mil km² (o equivalente a cerca da metade do estado de Sergipe), e foi criada em 2006 às margens da rodovia BR-163, que liga Cuiabá a Santarém (PA).

A reserva é uma das que mais sofre desmatamento no Brasil. Famílias que vivem dentro da reserva alegam que já estavam lá antes da área ser oficialmente protegida, e tentam um acordo com o governo para permanecer no local. Também tramita na Câmara dos Deputados um projeto para cancelar o decreto que criou a floresta nacional.

 

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