BOLETIM DE CIÊNCIAS HUMANAS
O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) acaba de lançar o mais recente número do boletim Ciências Humanas,
O Museu Paraense Emílio Goeldi(MPEG) acaba de lançar o mais recente número do boletim Ciências Humanas,
referente ao quadrimestre maio/agosto de 2009. Contando com trabalhos de pesquisadores brasileiros e
estrangeiros, a edição, além da divulgação de teses e dissertações, traz duas resenhas e quatro artigos
científicos. A publicação pode ser acessado, gratuitamente, no site do Museu Goeldi.
urbanos, dos assentados da reforma agrária e degrupos extrativistas da Amazônia. Nelson Sanjad, editor
científico da publicação, esclarece, na carta de abertura do boletim, que essa edição dá "visibilidade acadêmica e
política para grupos pouco estudados e com acesso restrito a direitos previstos na legislação brasileira".
sociais. Sob o título de O sonho da terra: mulheres assentadas na Amazônia como agentes de mudança, Karin mostra o
acompanhamento e a análise da trajetória de três mulheres envolvidas na criação de um assentamento da reforma agrária,
em Castanhal (PA), ressaltando o seu papel nesse processo como suporte familiar e articuladoras de diferentes grupos
domésticos.
Já Alfredo Celso Fantini, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Charle Ferreira Crisóstomo, da
Universidade Federal do Acre (UFAC), optaram por apresentar a percepção de extrativistas e de profissionais ligados à
Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, sobre os usos da terra na comunidade Rio Branco, produzindo o artigo
Conflitos de interesses em torno da exploração madeireira na Reserva Extrativista Chico Mendes, Acre, Brasil.
Caminho distinto do seguido por Laura Saré Ximenes Ponte, da Universidade Federal do Pará (UFPA), que, com o artigo
A população indígena da cidade de Belém, Pará: alguns modos de sociabilidade apresenta a problemática dos índios
residentes na cidade de Belém, enfocando o processo de identificação étnica correlacionada ao contexto urbano.
O quarto artigo apresenta resultados de investigações nas áreas da etnobiologia e etnoecologia, áreas em expansão no país.
Fernando Ferreira de Morais e Rodrigo Ferreira de Morais, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), e Carolina Joana
da Silva, da Universidade Estadual do Mato Grasso (UEMT), evidenciam, em Conhecimento ecológico tradicional sobre plantas
cultivadas pelos pescadores da comunidade Estirão Comprido, Pantanal mato-grossense, Brasil, o conhecimento ecológico
tradicional sobre plantas cultivadas por pescadores da comunidade de Estirão Comprido, no Pantanal mato-grossense, trabalho
que rendeu a identificação de 116 etnoespécies na localidade.
do relato do negociante zelandês Lourens Lourenszoon, texto de origem holandesa, datado do início do século XVII e pouco
conhecido. Esse relato narra a captura de Lourenszoon pelos índios Arocouros e é considerado uma das primeiras fontes
históricas sobre as Guianas. Completam essa seção dois estudos assinados por Martijn van den Bel (Institut National de
Recherches Archéologiques Preventives-Guiana) e por Neil Whitehead (University of Wisconsin), que aprofundam o
conhecimento sobre o relato.
A pesquisa científica e a gestão ambiental no Parque Martírios-Andorinhas e de Juliana Salles Machado, do Museu Nacional
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sobre Arqueologia da Amazônia Ocidental: os geoglifos do Acre.
Além disso, ainda há a seção Teses e Dissertações que apresenta os seguintes trabalhos: Avis Rara: a trajetória da naturalista
alemã Emília Snethlage (1868-1929) no Brasil, de Miriam Elvira Junghansl, do Programa de Pós-Graduação em História das
Ciências e da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (RJ); As adaptações dos índios Tukano e Maku-Hup’du
no rio Tiquié: nichos ecológicos distintos ou competição por recursos?, de Harold Martin Wright III, do Programa de
Pós-Graduação em Ecologia Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, de Manaus (AM); e Visitando laboratórios:
o cientista e a preservação de documentos, de Maria Celina Soares de Mello e Silva, do Programa de Pós-Graduação em
História Social Universidade de São Paulo (USP), de São Paulo (SP).
Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) foi retomado em 2005, sendo organizado em duas séries: Ciências Humanas e
Ciências Naturais. Em 2006, verificou-se a necessidade dos boletins passarem por um processo de reformulação e
atualização editorial, dentre as quais a revisão da Política Editorial e das instruções para submissão de artigos; além
da renovação do Conselho Editorial e da elaboração do sistema eletrônico para e ditoração do Boletim.
Com os procedimentos revistos e consolidados em 2008, a publicação deixou de ser série e passou a ser
boletim Ciências Humanas e Boletim Ciências Naturais, com periodicidade quadrimestral.
pode ser acessado, gratuitamente, no site www.museu-goeldi.br/editora/bh/humanas_v4n2.html.
Já a versão impressa custa R$ 25,00 e pode ser adquirida através dos e-mails mgdoc@museu-goeldi.br e
Mais informações pelo telefone (91) 3274-1811.
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